sexta-feira, 27 de junho de 2025

Por que Anna Wintour nunca tira os óculos? A resposta vai além da moda.

 



Por que Anna Wintour nunca tira os óculos? A resposta vai além da moda.

Com a recente notícia de que Anna Wintour deixará o cargo que ocupava há décadas como editora-chefe da Vogue América, sentimos que este é o momento ideal para olhar com atenção para sua trajetória e — claro — para um dos símbolos mais marcantes da sua imagem: os óculos escuros oversized.


Reconhecida instantaneamente por seu corte bob elegante e por estar quase sempre de óculos, Wintour fez desse acessório muito mais que um item de moda. Ele se tornou sua assinatura, seu escudo, seu statement. Muito além do estilo, os óculos são, segundo ela própria, uma ferramenta prática e essencial.

Em uma entrevista à CNN em 2019, Anna explicou que usa os óculos porque “são incrivelmente úteis — você evita que as pessoas saibam o que está pensando”. Ela acrescenta, com naturalidade, que também ajudam nos dias em que está cansada ou um pouco abatida. “Talvez eles tenham virado uma espécie de muleta, parte de quem eu sou”, declarou.

Já em 2009, em uma conversa para o programa 60 Minutes, foi ainda mais direta: “Se eu estiver entediada em um desfile, ninguém percebe… Eles viraram praticamente uma armadura”.

Mesmo em situações altamente protocolares, como quando dividiu a primeira fila com a Rainha Elizabeth II na London Fashion Week, Wintour manteve seus inseparáveis óculos. Embora tenha causado certo burburinho nas redes sociais, especialistas em etiqueta confirmaram que, no caso dela, os óculos já fazem parte da identidade — e não foram considerados uma afronta, já que ambas já se conheciam previamente.


Com isso, Anna Wintour reafirma algo que na Occhialeria sempre valorizamos: óculos são muito mais do que acessórios. São uma extensão do estilo pessoal, do estado de espírito e até da história que cada um quer contar.

Se você também busca peças que falam por você — seja com presença sutil, elegância clássica ou atitude fashion — nossa curadoria está pronta para te inspirar.

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Afinal, como Anna prova, um bom par de óculos pode marcar uma era.







quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Estética e Emoção - uma análise do filme Equilibrium (2002)

Ei gente, voltei!
Dessa vez vamos fazer uma rápida análise sobre o filme Equilibrium tendo como foco duas palavras chave: Estética e Emoção.

Cartaz do filme Equilibrium

Vamos lá então:
O filme se passa em um futuro remoto, após uma 3ª e destruidora Guerra Mundial, na qual a sociedade passa a ser controlada por uma ditadura que acredita que as emoções humanas foram as principais causadoras de tantas desavenças e guerras ocorridas no mundo. Os seres humanos então passam a ser controlados por um regime que os obriga a tomarem uma espécie de droga que neutraliza as emoções naturais do homem, deixando-os frios e imunes aos verdadeiros sentimentos e sensações. John Preston (Christian Bale) é o protagonista, ele é um dos principais membros dessa organização totalitarista e também o principal membro responsável pela queda da mesma.

Cena do filme Equilibrium: uma estética cinza, assim como a falta de emoção de toda uma população.

Equilibrium nos dá uma idéia de um mundo sem emoções, reações e sentimentos. A relação entre estética e emoção é abordada no filme de uma forma concreta. Os personagens do filme são totalmente alienados e obrigados a manterem-se nesse mundo vazio, a emoção é proibida, revelando assim uma estética totalmente uniforme e chata. Na trama as pessoas que apresentam uma diferença de comportamento (as que recusam-
se a usar a droga diariamente) são detectadas e exterminadas. Essa detecção é feita pela estética e demonstração de emoções, essas pessoas estão diferentes ao resto da sociedade em que elas vivem, esteticamente e emocionalmente destacadas.
Em uma sociedade uniforme é fácil detectar comportamentos diferentes, pois esses logo são percebidos como uma mancha que grita no meio de tanta uniformidade.

Para mim, e creio que para você também, é muito mais interessante (e divertido) vivermos com nossas emoções livres e prontas pra tantas outras novas sensações.
Imagine-se em uma sociedade como a do filme Equilibrium... triste né?
Agora imagine-se em um mundo onde o Superman exista e tudo pode acontecer, sem controle, sem previsão (até um certo ponto, pois o Super Homem sempre salvará tudo - risinhos), detalhes à parte... Nesse sim, parece muito mais legal. A estética dos sonhos sempre nos encanta, o prazer de viver em algum lugar onde tudo possa acontecer sempre nos seduzirá. Mesmo que seja impossível um mundo em que tudo possa acontecer vale a pena ter a imaginação, o sentimento, o sonho e a emoção livres para que eles encontrem o verdadeiro equilíbrio entre realidade e irrealidade.
A verdadeira estética e emoção estão na naturalidade do simplesmente ser, ser forma, ser cor, ser sentimento, ser humano, ser natural.


Você pode ser quem quiser. weeeehool \o/

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Objeto estético: A Mulher

Ao longo dos anos a imagem da mulher vem sendo frequentemente usada no meio da publicidade e propaganda. Isso deve-se ao fato da imagem da mulher ser um incontestável ícone de beleza na humanidade, ao longo do mundo uma imensidão de culturas e meios de expressão vêm, desde os primórdios da civilização, idealizando e exaltando a figura feminina. Este seria um dos motivos pelo qual a imagem da mulher é até hoje um dos maiores apelos estéticos usados no mundo.

Ao passar dos anos a idealização da figura feminina vêm sofrendo modificações de acordo com os anseios de cada época. A moda pode ser citada como um grande indicador de tendência a ser seguida, e claro, a mulher sempre foi o foco principal de modismos.

No design, propaganda e publicidade não poderia ser diferente. Nessas áreas as tendências também são criadas/seguidas. Em cada período um estilo de ver, sentir e demonstrar um determinado sentimento muda, seguindo ou determinando padrões sociais que cada geração participa.

No nosso post de hoje vamos falar sobre a estética da figura feminina e os conceitos que elas nos trazem em diferentes épocas.
Fizemos a análise em duas peças de diferentes décadas do séc. XX para mostrarmos os diferenciais estéticos. Nossas imagens são de campanhas publicitárias de um perfume mundialmente e tradicionalmente conhecido: Chanel nº 5 (Chanel).


A primeira imagem é uma campanha da década de 30, nela podemos ver uma imagem simples, uma rápida descrição seria: Duas mulheres caminham de mãos dadas no campo em um dia ensolarado.

Um mundo simples assim seria chato né? Então, vamos recorrer à nossa querida Semiótica e chegarmos a um resultado das verdadeiras intenções dessa peça publicitária.

Em 1930 essa foto ilustraria perfeitamente a emancipação adquirida por uma grande parte das mulheres na década anterior, elas estavam eufóricas e feministas, retomando toda a feminilidade e conquistando toda a liberdade nunca tida antes. A moda estava mais confortável e dirigida aos novos hábitos femininos como o esporte, banhos de mar, exposição do corpo ao sol e a natureza e tantos outros hábitos que se tornaram comuns para elas. As mulheres exibem uma alegria em trajes confortáveis, com certo militarismo (reflexos da guerra) que trazem um ar de sobriedade e responsabilidade à nova mulher que nascia nessa década, a mulher independente e capaz de ser bem sucedida sem o peso de um "bom casamento".

No cartaz está escrito o seguinte:
"A poesia da ação expressada em perfume... é o alcance de um longínquo horizonte... o som do vento passando nas asas de um avião... o arco de um cavalo que salta num riacho... para todas as suas horas fora de casa."

Por essas frases resume-se todo um sentimento feminino da época e a utilização de sua imagem para a divulgação do perfume.

Passemos agora para a segunda propaganda, agora de meados de 1970.

Descrição: uma mulher bonita, olha fixamente para o admirador.

Semioticamente falando: Em 1970 a mulher está totalmente independente, sedutora e dona de si. A liberdade sexual e o espírito revolucionário tomam conta dessa década. A maquiagem e a indústria de cosméticos está em alta, alavancando esse perfil de campanha que foca o rosto de uma mulher maquiada, close no rosto, olhar penetrante, decidida. A moda é variada, o hippie vira hippie-chique, cabelos longos mais naturais, uma idéia romântica e despojada invade o universo feminino e a androgenia começa a tomar conta do mundo da moda, onde já começam a cair as barreiras entre o exclusivamente masculino e feminino.

A peça é simples, com o foco no rosto e o frasco do produto logo a baixo, a imagem resume um anseio de uma época: independência, beleza, objetividade.

Agora, para finalizarmos o nosso post, vamos falar um pouco de uma campanha mais atual do perfume Chanel nº 5.

Vamos descrever: A modelo (e atriz Holywoodiana Keira Knightley) está semi-nua, sexy, olhando para o expectador.

Destrinchando: Esse cartaz com um forte apelo sexual expressa muito bem os dias de hoje. O uso da imagem da mulher com o corpo à mostra está em alta. A mulher moderna não tem limites para mostrar sua beleza, magreza, e sensualidade, o nú é mais explorado e explicitado, reafirmando um desejo de ser sexy e desejada.

A peça, como de costume da marca, é simples, certeira. Resume uma estética geral em uma única imagem.

Vale lembrar que o bom gosto em ser sexy e ousada é importante, pois a vulgaridade denigre a imagem da mulher (#reflitam). Mas isso é um outro assunto.

Obrigado por ter conseguido chegar ao final ;*

domingo, 5 de setembro de 2010

ESTÉTICA – PIET MONDRIAN

Mondrian nasceu na região rural de Amerfoort / Holanda, em 7 de março de 1872. Sua família de origem calvinista extremamente religiosa desejava que Mondrian seguisse a carreira clerical. Ele, embora muito influenciado pela religião resolveu seguir a carreira artística, na qual teve o primeiro contato através de seu tio que era pintor.


Ingressou na carreira artística contra a vontade de sua família, assim tendo uma grande luta interior de princípios, já que sua cultura acreditava que a arte seria um caminho para o pecado. Por meio de sua sensibilidade Mondrian logo encontrou um caminho para estabilizar estes “opostos” que separavam sua arte da religião. Após conhecer a Teosofia que pregava o trilhar de um caminho evolutivo pessoal ele percebeu que a arte nada mais seria do que uma evolução interior. Por sua inteligência podemos dizer que esse artista encontrou um equilíbrio entre religião e arte, neutralizando seus conflitos interiores.

Piet Mondrian foi e é um pintor importantíssimo por sua quebra de parâmetros com as regras estabelecidas pelo classicismo.

Também foi o fundador do Neoplasticismo que defendia uma total limpeza para a pintura, reduzindo-as a seus elementos mais puros e buscando suas características mais próprias. Idealizou sua arte sobre o básico da formação da imagem: linha, plano e cores primárias; linhas verticais e horizontais. Foi desta maneira que o pintor holandês tornou-se um símbolo de expressão moderna, tecnologia e atemporalidade com sua arte abstrata, com suas pinturas quadriculadas.

Suas principais obras: Moinho perto da água / Moinho de vento sob a luz do sol / A árvore vermelha / Composição 10 em preto e branco / Composição C / Composição em vermelho, amarelo e azul / Composição em amarelo, azul e vermelho / Broadway Boogie Woogie.

Piet Mondrian faleceu em Nova Iorque em 1 de fevereiro de 1944, deixando um memorável legado para a arte mundial, influenciou a moda, design de produtos e tantas outras vertentes.



Nas palavras do próprio Mondrian:
"Uma expressão individual não se torna uma expressão universal por meio da representação figurativa, que se baseia em nossa concepção do sentimento, seja clássica, romântica, religiosa ou surrealista."

Infográfico sobre a relação de palavras-chaves com Mondrian.